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Hospital de Barcelona faz primeiro transplante de rosto do mundo a partir de dador que foi submetido a eutanásia
Carme, a recetora, sofreu uma infeção que causou a morte de células e tecidos no seu rosto. O transplante facial é muito complexo, e a morte planeada do dador tornou possível planear o procedimento ao pormenor.
Uma equipa multidisciplinar composta por quase uma centena de profissionais do Hospital Universitário Vall d'Hebron realizou o primeiro transplante parcial de rosto do mundo a partir de um dador que tinha pedido a eutanásia, um marco médico sem precedentes.
O hospital de Barcelona anunciou a operação na segunda-feira, numa conferência de imprensa em que participou a recetora, Carme, afetada por uma infeção grave que provocou a necrose das células e dos tecidos faciais.
O transplante facial exige uma correspondência extremamente precisa entre o dador e o recetor. Ambos devem partilhar o mesmo sexo e tipo de sangue, bem como medidas antropométricas semelhantes, um requisito fundamental para garantir a viabilidade do enxerto.
De acordo com Joan-Pere Barret, chefe do serviço de cirurgia plástica e queimaduras de Vall d'Hebron, o facto de ter um dador que recebeu a eutanásia permitiu um planeamento cirúrgico excecionalmente detalhado. "Pudemos efetuar um planeamento em 3D tanto do dador como do doente, o que facilitou muito o trabalho", afirmou.
Esta preparação prévia contribuiu decisivamente para o sucesso de uma operação que marca uma viragem na medicina reconstrutiva.
RTVE c/ EFE / 2 fevereiro 12:26 GMT
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa